Para quem acompanha Resident Evil há anos, é difícil não olhar para essa notícia com um certo sorriso no rosto. O novo filme da franquia, dirigido por Zach Cregger, chegou aos cinemas cercado de dúvidas, principalmente pela decisão de contar uma história inédita e deixar de lado os protagonistas tradicionais dos jogos. Agora, porém, o filme está chamando atenção por um motivo que poucos poderiam imaginar: a recepção da crítica.O novo Resident Evil alcançou 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, com dezenas de críticas contabilizadas, tornando-se o filme live-action baseado em videogame mais bem avaliado da história do site até o momento. O longa passou à frente de Sonic the Hedgehog 3, que aparecia com 86%, estabelecendo uma diferença considerável no ranking histórico do Tomatometer.
E tudo isso acontece justamente com uma produção que decidiu não simplesmente repetir o caminho das adaptações anteriores. Zach Cregger, conhecido por filmes como Barbarian e Weapons, assumiu a direção e o roteiro ao lado de Shay Hatten para criar uma nova história dentro do universo de Resident Evil.
O protagonista desta vez é Bryan, interpretado por Austin Abrams. Ele é um entregador de suprimentos médicos que acaba envolvido em uma noite de caos e sobrevivência. O personagem não é Leon Kennedy, Chris Redfield ou qualquer outro nome conhecido pelos jogadores. A ideia de Cregger foi apresentar uma nova perspectiva dentro do universo da franquia, mantendo elementos que fazem parte da identidade de Resident Evil.
A história coloca Bryan no meio de uma situação cada vez mais perigosa, com a ameaça biológica, criaturas e o clima de sobrevivência tomando conta da narrativa. E é justamente essa mistura que vem aparecendo nos comentários dos críticos: o filme tenta equilibrar terror, ação, humor e aquela sensação de estar avançando por diferentes áreas de um jogo enquanto alguma coisa horrível pode aparecer a qualquer momento.
O próprio Rotten Tomatoes reuniu as primeiras críticas e destacou justamente essa relação com os games. Entre os comentários, aparecem elogios ao ritmo, ao humor, ao terror e à maneira como Cregger conseguiu capturar o espírito da franquia sem simplesmente copiar uma das histórias conhecidas dos jogos.
Outro ponto que chama atenção é a maneira como o filme utiliza a linguagem dos videogames. Algumas críticas destacaram que a fotografia e a movimentação da câmera procuram reproduzir uma sensação semelhante à experiência de jogar Resident Evil, colocando o espectador próximo da perspectiva de Bryan e criando expectativa sobre o que pode estar esperando na próxima sala ou corredor.
É uma abordagem interessante para uma franquia que já passou por diferentes fases no cinema. Durante anos, Resident Evil foi representado nas telonas por histórias que se afastavam bastante da estrutura dos jogos. Agora, Cregger parece ter escolhido outro caminho: não necessariamente adaptar Resident Evil 1, Resident Evil 2 ou qualquer outro capítulo específico, mas construir um filme novo que tente entender por que esse universo funciona tão bem nos games.
E, pelo menos na avaliação inicial da crítica, a aposta está funcionando.
Claro que o número do Rotten Tomatoes não significa que todas as críticas sejam positivas. Algumas avaliações apontam problemas no desenvolvimento da história e no encerramento, enquanto outras consideram que o humor pode diminuir o impacto de determinados momentos de terror. Ainda assim, a recepção geral é extremamente positiva e colocou o longa em uma posição histórica entre as adaptações de videogames.
Para nós, fãs de Resident Evil, talvez a parte mais interessante seja justamente essa tentativa de recuperar no cinema a essência de uma franquia que nasceu no PlayStation em 1996 e atravessou décadas, consoles e gerações de jogadores.
Resident Evil chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026. A estreia internacional está programada para 18 de setembro. O filme é dirigido por Zach Cregger e conta com Austin Abrams, Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser no elenco.
Agora começa a parte que realmente importa para quem acompanha a franquia: sentar na poltrona, apagar as luzes e descobrir se esse novo Resident Evil consegue transformar toda essa empolgação da crítica em uma experiência que também agrade aos fãs de longa data.
Depois de tantas tentativas de levar a franquia para o cinema, seria muito interessante ver Resident Evil finalmente encontrar uma adaptação que entenda não apenas os monstros e o vírus, mas também aquela sensação de medo, exploração e sobrevivência que fez tanta gente se apaixonar pelos jogos.
E você, está preparado para voltar a Raccoon City?
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